Como está o mercado de Cannabusiness no Brasil?

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Depende do uso.

No Brasil esse mercado para uso terapêutico está liberado desde 2015 e uso recreativo é ilegal (sem perspectivas próximas de mudança).

As discussões sobre o canabidiol iniciaram há 4 anos atrás, quando ganhou repercussão o caso da família Fischer. Eles conseguiram autorização da Anvisa para importar legalmente o canabidiol, para tratamento da filha, diagnosticada com uma síndrome rara, a CDKL5.

A luta na Justiça fez ainda, com que a Anvisa retirasse o CBD – a sigla do canabidiol – de uma lista de substâncias proibidas, transferindo-a para a de medicamentos controlados. Meses depois, a Receita Federal simplificou o processo de importação e retirou os impostos cobrados.

Claro, que esse foi e será um dos primeiros passos dados a liberação do CBD. Desde 2015, quando o uso terapêutico foi liberado, cerca de 4 mil brasileiros já importaram o canabidiol para tratamento médico (mas vários artigos na internet, falam que esse número é ainda maior, por que devido a burocracia, há famílias que fazem a importação de maneira ilegal).

As importações de forma ilegal acontecem por dois grandes motivos: burocracia no cadastro da Anvisa e custo elevado do tratamento. Com isso, o governo brasileiro está deixando de arrecadar bilhões aos cofres públicos. Isso em plena crise fiscal ( onde o foco está todo voltado as benditas reformas).

Segundo a consultoria Brightfield Group, que inclusive oferece uma página de CDB Consumer Insights, afirmam que é uma indústria que tem perspectivas de faturamento global de US$ 5,7 bilhões em 2019 e US$ 22 bilhões até 2022.

Mesmo que seja uma análise primária, o mercado no Brasil, apontam movimentação de valores relevantes. Segundo a New Frontier Data, o montante pode corresponder a 6,3% do total do faturamento da indústria farmacêutica do Brasil, que de acordo com os dados do último Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, foi de R$ 69,5 bilhões em 2017.

Minha opinião…

Quanto ao uso medicinal, mesmo que tenha tido avanços, ainda é um mercado que requer atenção e evolução. Por exemplo, os pacientes do SUS estão tendo que entrar com ações judiciais para solicitar o medicamento. Em alguns casos o paciente não está vivo para receber o CBD, devido a morosidade da justiça brasileira. E ainda há casos de famílias importando ilegalmente pela burocracia no cadastro da Anvisa.

Quando falamos da liberação para uso recreativo no Brasil, isso só se tornará algo mais próximo a medida em que a legalização for avançando pelo mundo, o que forçará novas discussões e estudos em nosso país. Fora isso, é um tema ainda polêmico e não pautado pelos governantes atuais.

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