Aprenda a ser Product Owner do produto mais importante: Você

Tomando um café com um amigo recém-chegado a São Paulo vi que ele estava enfrentando os mesmos desafios que eu passei há 6 meses atrás (não que eles tenham acabado, risos…), estávamos discutindo sobre ideias, projetos e transição de carreira…

Na oportunidade surgiu uma das questões filosofais, que me acompanham desde a minha existência e que nos levam a pergunta retórica:

Até quando as empresas (e incluo as startups) vão colocar nos requisitos de vagas a expressão ” X anos de experiência na função”?

Isso é um dos requisitos que anulam os sonhos de estudantes recém-formados e de profissionais que estão há anos no mercado, mas que almejam uma transição de carreira.

É obvio que em ambos os casos, a pessoa não terá os “x anos de experiência”, mas com certeza ela tem várias habilidades comportamentais (soft skills) que às vezes seriam muito mais adequadas a vaga do que um outra pessoa que tenha a experiência nas habilidades técnicas (hard skills) solicitadas. Claro que isso não é uma generalização, uma vez que temos pessoas experientes que tem tudo isso.

Mas você deve estar se perguntando: como saber se essa afirmativa é verdadeira?

Só é possível saber, se a empresa ou startup (vi várias que seguem o mesmo padrão empresarial, mesmo com a filosofia de startup) der a oportunidade de conhecer o ser humano que está se candidatando a vaga. A análise fria de um papel (currículo), sempre vão cercear pessoas incríveis de oportunidades fantásticas: por causa de um único requisito experiência.

Trazendo isso para minha realidade, conheço várias pessoas (e eu me incluo) que possuem anos de experiência em gestão de projetos, planejamento, estratégia, negócios, tecnologia da informação, processos e mais uma série de softs skills e que estão em busca de recolocação como Product Owner – PO. No entanto, todas as vagas (nível pleno) pedem no mínimo 3 anos de experiência.

  • Como é possível as experiências anteriores serem descartadas, sendo que foram pautadas em assuntos e atividades correlatas do dia a dia de um PO, como gestão de projetos e designer UX?
  • Por que as experiências vividas não são levadas em consideração em uma análise de perfil?
  • Porque os departamentos de recursos humanos não tem levado em consideração esses profissionais? São processos automatizados?

Diante desse cenário, e pensando em como responder tantas perguntas. Na madrugada de ontem resolvi montar o Product Backlog, do produto que julgo mais importante: Eu.

Como vocês podem ver, ele é improvisado e está ficando como na foto a seguir.

Qual o meu objetivo com isso? Quando me perguntarem minha experiência e quais os produtos de sucesso que eu já implantei, poderei responder com total convicção, o “Produto Mirelly Nogueira”.

Se você também enfrenta algum desafio por causa dessa expressão fantástica ” x anos de experiência”, compartilhe e sugira ideias para que as empresas possam rever seus processos seletivos.

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